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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Plantas Medicinais: Tília

Existem mais de quarenta espécies de Tilias na zona temperada do hemisfério norte. Estão difundidas, tanto em estado silvestre como cultivada, por zonas montanhosas da Europa continental, Cérsega, e região do Cáucaso. Muito cultivada em Portugal. Na América também existem diversas espécies de tílias. O emprego da tília (infusão de flores) como sedativo remonta ao Renascimento, e é hoje um dos remédios vegetais mais utilizados.

Propriedades e Indicações: As flores da tília são uma fonte rica em magnésio, com propriedades sedativas, antiespasmódicas e vasodilatadoras. Têm também mucilagens e pequenas quantidades de tanino, que as tornam emolientes e anti-inflamatórias; e glicósidos flavonoides, que as tornam suavemente diuréticas e sudoríficas. As suas aplicações são muito variadas, mas todas elas giram em torno das suas propriedades sedativas e relaxantes: Afecções do sistema nervoso (excitação nervosa, angústia e ansiedade), insônias, enxaquecas, afecções respiratórias, cardíacas, digestivas, da pele, etc.

Preparação e emprego: ingerido por infusão de flores, decocção de casca (30g de casca por 1 litro de água durante 10 ou 15 minutos) e por extrato fluido. Também se pode empregar externamente como em banho de flores de tília, e em compressas (para afecções da pele ou para a beleza).

Não há possíveis efeitos secundários que sejam relevantes quer no uso interno quer no uso externo da Tília.

fonte: http://www.vidadequalidade.org/plantas-medicinais-tilia/
imgem:chabeneficios.com.br
Atenção: O Caldeirão de Plantas Medicinais é um espaço de informação, divulgação e educação sobre assuntos relacionados a saúde, não utilize as informações como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde. Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Tília

(Tilia cordata Mill.)

Árvore sagrada das antigas civilizações germânicas, dotada de uma longevidade pouco vulgar, a tília, como o carvalho, é uma árvore histórica e lendária. Para Siegfried, herói dos Nibelungos, desempenha o mesmo papel nefasto da mãe de Aquiles ao pousar a mão sobre o calcanhar de seu filho; efectivamente, Siegfried, tornado invulnerável por um banho de sangue, morreu de uma ferida entre as omoplatas, no local onde, no momento do banho, se fixara uma pequena folha de tília. Como o ulmeiro-campestre, a tília é uma imponente árvore venerada no centro das povoações e frequentemente plantada em renques nas áleas dos parques e jardins públicos. Até à II Guerra Mundial, a cidade de Berlim orgulhou-se da sua Unter den Linden (Sob as Tílias), uma magnífica alameda de cerca de 1Km de extensão flanqueada por filas destas árvores seculares. É uma das plantas mais solicitadas nas lojas de ervanários. É necessário trepar à árvore para colher as suas flores aromáticas, e seguidamente deixá-las secar à sombra. As flores da Tilia platyphyllos Scop., a tília de folhas grandes, têm utilizações idênticas. A tília produz um efeito calmante seja em casos de stress, insónias ou de nervosismo produzido por hipertensão.


Componentes: óleo essencial, mucilagem, tanino, pigmentos flavónicos, manganésio.

Propriedades: antiespasmódico, colerético, emoliente, hipnótico, sedativo, sudorífico.

Uso Tradicional: acne rosácea, albuminúria, angústia, banho, cefaleias, convulsão, estômago, nervos, olhos, palpitações, pele, reumatismo, rugas, sardas, sono.